uma coisa pela qual não atinei na hora em que comecei a escrever foi que temos que pensar o suficiente para que diminuamos o ritmo das coisas. a ficção é um ato de ordem absoluta - mesmo em meio a desordem dum raciocínio kafkiano, vá lá, entender william s. burroughs. em a ideia vaga perdi o fio da meada e nunca mais vou me encontrar. entretanto, cheguei ao ponto comigo mesmo de que devo parar, respirar e só então começar a reproduzir novamente aquilo que começou como o jorro da consciência inquieta e transformou-se então num estorvo de palavras sem sentido, que, claro, alguns dias se seguirão e conseguirei peneirar aquilo tudo. utilizando tudo do quanto compartilharia com rafael (ai, rafael mascarenhas! quanta saudade da tua inexistência!) além do fato de me desobrigar da função literária, aqui escreve eliézer, não Eliézer Araújo, nem Eliézer Pompeu, nem nada. apenas eliézer, aliás, melhor, eliezer.
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